O jogo invisível a ser jogado à nossa volta

Existe um jogo a ser jogado à tua volta todos os dias, e quer tu saibas ou não as regras, tu és um jogador. Existe uma razão porque algumas pessoas parecem estar sempre a viajar pelo mundo, a comer comidas extraordinárias, a ganhar milhões e a receber convites para eventos que nem sequer sabias que existam enquanto muitos de nós estamos apenas “contentes por ter um trabalho nesta economia”. É tudo parte deste jogo invisível.

Na idade média, os vencedores deste jogo eram determinados pelo poder e violência. Se conseguisses matar mais pessoas do que o outro gajo, tu serias tornado num rei (até que alguém te matasse – basta ver a Guerra dos Tronos). À medida que o tempo passou, a política e o dinheiro mudaram as regras do jogo ainda mais.

Tu certamente consegues identificar este jogo invisível por outro nome que foi tornado popular pelo Robert Kiyosaki no seu livro “Pai Rico, Pai Pobre” onde ele fala com muito detalhe sobre isso. Talvez o conheças pelo termo “corrida de ratos”, que basicamente funciona assim:

  • Estuda muito na escola e tira boas notas
  • Vai para a universidade e consegue um diploma
  • Envia currículos e procura oportunidades de trabalho
  • Consegue algo na tua área e trabalha como empregado
  • Financia o teu estilo de vida com dívidas (casa, carro, cartões…)
  • Mantém-te no teu trabalho porque não consegues pagar as dívidas sem ele
  • Acorda e repete todos os dias até te retirares com uma pensão
  • Morre cheio de arrependimentos por não teres vivido uma vida mais satisfatória

Isto parece-te familiar? Este é o caminho normal que as pessoas seguem e é considerado como a “abordagem mais segura”. As pessoas participam com prazer neste jogo viciado, sem sequer se aperceberem das suas implicações e consequências.

Na verdade, todo o “sistema” está estruturado de forma a que este seja o caminho “normal” a seguir. Se escolheres e caminhares por ele, as pessoas são celebrar e apoiar-te. Se te desviares dele, serás desafiado e questionado pelas tuas escolhas.

Parece triste não é? Infelizmente, esta é a realidade para milhões de pessoas pelo mundo fora.

Como se parece este Jogo Invisível?

Vamos olhar um pouco melhor para esta corrida de ratos e perceber como é que este jogo foi estruturado de forma tão magnífica pela sociedade moderna ao longo dos anos.

Para este propósito vamos considerar-te como um novo membro da sociedade. Vamos seguir a tua vida e explicar o que está a acontecer no fundo, mesmo quando tu não consegues perceber.

“Estuda muito na escola e tira boas notas”
Tudo começa na tua mais tenra e maleável idade. A partir do momento que entras na escola és indrominado numa muito específica maneira de pensar.

Aprendes que tens que acordar cedo para ires para a escola, que deves lá ficar durante um específico período de tempo a fazer tarefas pré-determinadas, que deves obedecer aos teus mestres (professores) e que se fizeres tudo isso bem, vais receber um prémio (boas notas).

Não parece isso um percursor para uma vida de empregado ou é apenas impressão minha?

Aprendes deste pequeno a obedecer à autoridade sem reclamar e de depender dela para conseguires as tuas recompensas. Também aprendes que a cooperação com outras pessoas, um potencial catalisador para conseguires sucesso na vida, é proibido e que deves fazer as tarefas sozinho, competindo com os teus colegas.

“Vai para a universidade e consegue um diploma”
O próximo passo lógico para ti é candidatares-te a uma universidade de forma a continuares a tua educação e conseguires um diploma que prove que és capaz o suficiente para praticares uma determinada profissão.

E aqui vem a pergunta: Será que vale a pena?

Tudo o que vais perceber é que o teu diploma em “Literatura das artes” não te levará a lado algum na vida real. Porquê? Porque alguém com esses tipos de cursos não cria um valor real e evolutivo numa sociedade, e por isso não há muito valor nisso. Esta é a cruel realidade.

Conseguirás fazer 10,000€ por mês com o teu diploma? Se trabalhares em ramos como Engenharia, Programação, Finanças, Economia, Medicina, Ciências… é possível que eventualmente consigas. Em qualquer outro ramo, desculpa mas estiveste a perder o teu tempo!

“Envia currículos e procura oportunidades de trabalho”
Depois de terminares a universidade, caso termines, o próximo passo diz-nos que deves arranjar um trabalho. Já nem se fala em emprego, apenas em trabalho. Então lá vais tu enviar currículos e procurar oportunidades.

O problema? Ter um trabalho é certamente a forma menos eficiente de ganhar dinheiro.

Claro, há alturas que ter um trabalho faz todo o sentido. Quando és novo por exemplo, e precisas de dinheiro para cobrir algumas despesas. Conseguir um trabalho é talvez a forma mais imediata de conseguir algum dinheiro.

O problema é que a maior parte das pessoas adotam isso como uma estratégia para a vida e para a geração de rendimentos, sem perceber tudo o que está envolvido e os riscos que correm.

Mas o teu diploma e as tuas credenciais podem conseguir-te um trabalho numa empresa em que o teu patrão faz 350x mais dinheiro do que tu, mas tens que começar por algum lado, certo?

“Consegue algo na tua área e trabalha como empregado”
Começas a trabalhar para a empresa que aceitou o teu currículo. No início as coisas correm bem e gostas do teu trabalho, mas depois de algum tempo começas a notar que a tua liberdade está severamente limitada por coisas que não consegues controlar. Não tens nada a dizer sobre o teu salário, as horas extras que fazes, os colegas de trabalho e por aí fora.

Desculpa as más notícias, mas ser um empregado é o mais perto que estarás de ser um escravo.

Os empregados entram num contrato onde oferecem grande parte da sua liberdade em troca de um baixo rendimento. São eles que se lixam quando as coisas correm mal, e NÃO são eles que recebem o mérito quando correm bem. Já para não falar do fato de terem que passar todo o dia rodeado de pessoas e colegas que absolutamente odeiam em vez de estarem com a sua família.

Resumindo, é uma merda ter um emprego. Mas tal como disse, é algo tão enraizado na nossa sociedade que tu aproveitas logo sem sequer discutires as possibilidades.

“Financia o teu estilo de vida com dívidas (casa, carro, cartões…)”
Mesmo que agora percebas que parte da tua liberdade é limitada a partir do momento em que te tornas um empregado, tu aceitas de bom grado porque agora recebes algo absolutamente novo: um rendimento fixo.

Então o que fazes com isso? O que a maioria das pessoas faz: aumentas as tuas despesas para combinarem com os teus rendimentos. Mas embora tenhas um rendimento decente mensal, não consegues comprar uma casa e um carro diretamente, então vais financiar-te com crédito.

Crédito parece um pouco arriscado, mas toda a gente o faz, então não há problema. Afinal, tens um rendimento fixo todos os meses.

Nós dizemos que compramos coisas a crédito, mas assim que a transação materializa, outra palavra muito mais apropriada entra na equação: Dívidas. Queres a fórmula certa para passares o resto da tua vida na corrida de ratos? Acumula dívidas.

“Mantém-te no teu trabalho porque não consegues pagar as dívidas sem ele”
Agora olhas para a tua folha de rendimentos VS despesas e vês que entre aquilo que trazes para casa e o total das tuas despesas (casa, carro, comida, tv cabo, água, luz, etc…) muito pouco sobra, e isto é se sobrar alguma coisa. Então percebes que não podes dar ao luxo de perderes o trabalho.

Mesmo que as condições de trabalho fiquem piores ou odeies o teu novo chefe, tu tens que te calar e fazer o que tens que fazer. Não tens outra opção. Perderes esse trabalho e esse rendimento fixo seria devastante. De que outra forma conseguirias comprar tudo o que queres?

“Acorda e repete todos os dias até te retirares com uma pensão”
Mas com o teu salário sempre a chegar e a novidade que te tornaste trabalhador efetivo na tua empresa, decides juntar-te e dar o nó. Casas com a tua cara metade mas não pensas muito estrategicamente sobre isso. Tu apenas “segues o teu coração”.

A tua cara metade também trabalha numa empresa, então agora são dois salários a entrar. Os rendimentos mensais aumentam. Então o que faz este amoroso casal?

Vão financiar-se novamente! Compram um segundo carro pois ambos têm que ir para o trabalho, compram uma casa maior pois precisam de mais condições e decoram-na cheia de mobília cara. O ciclo não termina.

Depois de um tempo, filhos entram na equação e fica tudo mais ou menos resolvido para ti. Agora terás que trabalhar para o resto da tua vida para cobrir as despesas mensais, pagar pelo colégio das crianças e sua alimentação e vestuário. E ensinas dando o exemplo aos teus filhos que devem seguir o mesmo caminho que tu e continuar a ter o mesmo “sucesso” que os pais.

Ficas então preso num estilo de vida frustrado e incapaz de gerares riqueza. O melhor que podes fazer é correr depressa na corrida de ratos apenas para perceberes que não consegues sair do mesmo sítio.

“Morre cheio de arrependimentos por não teres vivido uma vida mais satisfatória”
Passas as tuas noites cansado no sofá agarrado ao teu telefone, a fazer scroll pelo Instagram. Ocasionalmente vês notícias de pessoas bem mais jovens que tu a fazerem milhões na internet. Tu sonhas em fazer o mesmo, mas infelizmente é impossível para ti. Estás preso na corrida de ratos.

Mal tens tempo, saúde e disposição para os teus filhos, quanto mais para construires um negócio online. Trabalhas de manhã à noite no teu emprego e chegas a casa exausto. Não podes mesmo dar-te ao luxo de perderes o teu trabalho.

Dias destes transformam-se em anos, e tu estás agora numa vida cheia de arrependimentos, contemplando uma vida que nunca pudeste viver. Tal como Benjamin Franklin disse:

“A maior parte morre aos 25, apenas não são enterrados até terem 70 anos”
Conclusão

Este jogo invisível foi desenhado como um estilo de vida financeiro insidioso que te aprisiona num ciclo viciado de trabalhar, pagar contas e repetir até envelheceres.

Este jogo é extremamente perigoso porque consegue atrair-te muito facilmente sem sequer te aperceberes e pode ser muito difícil conseguires sair dele. Uma simples pergunta é o suficiente para perceberes se já estás nesse ciclo: a tua principal forma de rendimento é o teu salário? Se sim, bem vindo ao jogo invisível.

O dever da Geração Milionária é mostrar-te a existência deste jogo invisível e as suas implicações, e ajudar-te a construíres um caminho para fora dele.

De forma a conseguires escapar dele, irás precisar de uma estratégia sólida que consistirá em criares uma alta fonte de rendimento, pores de lado uma certa parte dela para cobrires as tuas despesas, e investires o resto de forma a aumentares ainda mais essa fonte de rendimento.

Infelizmente, se não seguires esta abordagem, serás forçado a trabalhar até à tua reforma para seres capaz de sobreviver. Não podes sequer contar com o governo e o estado para tomarem conta de ti. A segurança social está pela hora da morte e as previsões futuras não são as melhores.

Idealmente deves começar perto dos 20 anos, atingires uma alta fortuna antes dos 30 e teres rendimentos em piloto automático a partir daí.

A única forma de venceres este jogo é seres financeiramente livre e disciplinado.

“Muitas pessoas gastam dinheiro que não ganharam, para comprarem coisas que não querem, para impressionarem pessoas que não gostam.” – Will Smith

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