Antes de te mostrar como podes ser inesquecível, posso contar-te o meu pior pesadelo?

Estou deitado na cama de um lar, doente e a morrer, lutando por conseguir respirar, sabendo que a qualquer minuto vou ao encontro da luz. E estou assustado, realmente assustado, porque estou sozinho, e não sei o que vai acontecer, e oh meu Deus, dói demais…

Mas depois pára. O meu corpo fica paralisado, o meu último fôlego sai dos meus pulmões, e o monitor ao meu lado apresenta linhas rectas, com um som alto confirmando o fim do grande Ivo Ferreira.

Uns minutos depois, uma enfermeira entra no quarto, vê o meu pulso e olha para o relógio. Ela aponta a hora da minha morte num formulário, coloca os lençóis sobre a minha cabeça, e volta para o seu escritório de onde chama a morgue. Um dia ou dois depois sou cremado com outros cinco corpos, todos nós pouco importantes para recebermos a nossa própria urna.

E a pior parte?

No dia seguinte, o sol nasce. Os pássaros cantam. As pessoas tomam o pequeno-almoço, vão trabalhar, assistem a reuniões… e ninguém percebe sequer que eu me fui. A grande roda continua a girar, e para o melhor ou o pior, sou esquecido. Adeus mundo cruel, ninguém quer saber de mim.

Assustador, não é?

Apenas escrever isso dá-me arrepios.

Não é só por morrer, embora isso seja mau demais. É sobre ser esquecido. No fundo, acredito que todos temos uma vontade primordial que sermos lembrados, de passar alguma coisa para as gerações futuras, deixar a nossa marca no mundo e dizer, “Eu estive aqui.”

Já que estamos a ser honestos, eu acho que essa é uma das razões principais porque muitos de nós começamos um blog. Existe algo muito reconfortante em saber que os nossos pensamentos são livres para alguém ler. Podes bater as botas amanhã, mas as tuas palavras vão viver, ensinar, inspirar, e criar raízes na mente dos leitores durante várias gerações.

Ou pelo menos é essa a ideia.

O que realmente acontece, claro, é que tu colocas o teu coração e alma num artigo, e ninguém parece se preocupar. Sem comentários, sem links, sem nada. Venham ver o meu blog, amigos. Vamos ver as minhas ideias a morrer em tempo real. Yuk, yuk, yuk.

E isso é desmotivante.

Quando entras no teu blog e vês “0 comentário” ao lado de cada artigo, tu sentes que nada mudou. Um vez mais, tu estás a viver pelos buracos, passando pelo esquecimento, mais uma pessoa com um blog estúpido. Deus salve a tua alma.

As boas notícias?

Isso pode mudar. Tu só tens que perceber que a tua escrita por si só não é uma chave mágica para a imortalidade. Se queres isso, tens que ser inesquecível. Tens que tocar as pessoas tão profundamente, ligares-te a elas tão fortemente que as tuas ideias fiquem gravadas nas suas mentes.

Aqui está como:

Diz olá aos mortos vivos

O quê? Tu pensaste que os teus leitores estavam vivos?

Claro que não. Se duvidas de mim, entra num restaurante, e vê as pessoas durante uma hora ou duas.

Primeiro, tens o drone de gravata, com papéis numa mão, um telemóvel noutra, a engolir rapidamente comida para voltar para um trabalho que odeia.

Depois, tens o casal que dá umas dentadas na comida, olha para cima, e pisca os olhos em surpresa porque se esqueceu que o seu companheiro estava lá.

E depois, tens os velhotes que nunca vão admitir, mas para eles, o restaurante é apenas uma sala de espera para um funeral.

Qual é a característica que todos têm em comum?

Eles estão aborrecidos como tudo.

Olha para os seus olhos. Eles nem sequer estão lá. Durante a vida, as suas mentes e corações e almas adormeceram, e os seus corpos estão a trabalhar em auto piloto, mantendo-os vivos até que algo interessante aconteça.

Se isso não for triste o suficiente, aqui fica mais uma verdade cruel:

Essas pessoas são os teus leitores!

Se não estás a ter qualquer comentário ou links ou partilhas, não é necessariamente porque o teu blog não presta. É porque os teus leitores são os mortos vivos. Eles nem se lembram do que fala o teu artigo, quanto mais pensarem em algo inteligente para dizer.

Se queres interacção, tu tens que os acordar. Tens que quebrar as suas amarras. Tens que bombear alguma vida naquelas veias, para que durante alguns minutos, eles possam ser humanos novamente.

Examina o paciente para sinais de vida

A boa notícia é que eles não estão completamente mortos. Estão apenas meio mortos.

O teu trabalho enquanto escritor é encontrar essa vida.

Tens que olhar para eles. Tens que falar com eles. Tens que os estudar da mesma forma que um médico examina um paciente a sofrer de uma doença misteriosa.

Porquê?

Estás à procura de uma faísca. Enterrado bem fundo, eles têm medos, sonhos, desejos e ódios, e de vez em quanto, essas emoções vêm à superfície, dando-te uma ideia de como as trazeres à vida.

O drone de gravata coloca os seus fones e toca uma guitarra eléctrica quando pensa que ninguém está a ver. O casal aborrecido recebe um telefonema da sua vida no colégio e brincam e cantam como adolescentes. O velhote pega num jornal e começa a dizer mal de todos os políticos.

Num momento, os seus olhos estão pálidos e sombrios. No outro, brilham de emoção.

Num momento, a sua pela está suja e oleosa. No outro, está num tom rosa brilhante.

Num momento, o seu corpo está rígido e estranho. No outro, está cheio de vitalidade.

É como ver alguém a voltar à vida, embora isso não seja totalmente verdade, claro. Eles estiveram sempre vivos. É como se eles apenas se tivessem esquecido durante um tempo, e precisassem que alguém os lembrasse.

Esse ”alguém” és tu.

É tempo de levares o teu trabalho a sério.

Não é sobre o quão esperto és.

Não é sobre o profissionalismo do design do teu blog.

Nem sequer é sobre dares dicas aos teus leitores que podem aplicar de imediato.

É sobre a forma como fazes esses leitores sentirem.

Tu queres que eles chorem. Tu queres que eles riam. Tu queres que eles se movam com ódio.

Mas a parte mais importante?

Tu queres que eles se sintam vivos.

Quando te sentares para escrever, não publiques apenas outro artigo no teu blog. Não dês aos teus leitores apenas outra dica. Não contes apenas outra história bonita.

Põe os cabelos deles em fogo.

Escreve com tanta paixão e energia e entusiasmo que eles não consigam ficar adormecidos. Tu queres que eles se sintam como se alguém os tivesse tocado com um desfibrilador.

Porque é isso que tens que fazer: trazê-los de volta à vida. Talvez não para sempre, talvez não por um dia, mas por uma hora ou duas dá-lhes uma carga tão grande que elas se vão sentir como pessoas diferentes.

Faz isso, e elas não vão apenas mover para o artigo seguinte, esquecendo-te para sempre.

Elas vão escrever um comentário. Vão partilhar o artigo com os amigos. Vão subscrever à tua lista, para voltarem para mais.

E assim podes continuar a chocá-los vezes e vezes sem conta até que encontrem as suas paixões para sempre.

Depois desse momento, tu serás o seu herói. Vão pensar em ti todos os dias. Vais ser, quase literalmente, inesquecível.

Mas a melhor parte?

Quando o teu tempo chegar, saberás que fizeste a diferença

Eu não sei quanto a ti, mas quando for para o além, não vou estar a pensar sobre a contagem de comentários, estatísticas ou no número de subscritores na minha lista de emails.

Vou pensar naquele rapaz que decidiu não cometer suicídio depois de ler um artigo meu, na rapariga que se inscreveu no meu curso e fez dinheiro suficiente para deixar o trabalho, no pai sobrelotado que agora passa mais tempo com os filhos.

Essas são as coisas que interessam. Essas são as coisas pelas quais trabalhamos. Essas são as coisas sobre as quais precisamos de construir os nossos negócios ao redor.

É por isso que estamos aqui. É por isso que existimos.

Por isso toca a trabalhar.

Os teus leitores estão à tua espera.

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Ivo Ferreira
Ivo Ferreira

Sou o fundador de Coffeebreak – um site que criei num dormitório até um negócio online com mais de 1 milhão de visitantes mensais e milhares de euros em receitas. Hoje dedico a minha vida a ajudar outras pessoas a criarem negócios online de sucesso.

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